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Dia da Mulher: apesar dos avanços, desigualdade de gênero e raça ainda é presente em Sergipe
08/03/2021 10:07 em Notícias

Por G1 SE

 

Neste 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, mas apesar de avanços, um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados de 2019 mostra desigualdade de gênero e raça em Sergipe. Um deles aponta que mulheres com 14 anos ou mais dedicam 22,5 horas semanais no cuidado de pessoas e afazeres domésticos, contra 10,1 horas para os homens. A diferença é a segunda maior no país.

A desigualdade também vale para mulheres que estão ocupadas, já que as horas semanais dedicadas a tarefas domésticas para mulheres brancas ou pretas e pardas são de 19,9 e 20,4, respectivamente, e para homens brancos e pretos ou pardos, de 8,5 e 10 horas, respectivamente.

 

"Se os homens fazem parte do problema, que eles também façam parte da solução. A sobrecarga também é uma violência", disse a advogada e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Instituto Ressurgir, Valdilene Martins.

 

Segundo o IBGE, em 2019, a taxa de desocupação geral em Sergipe era de 15,4%, sendo 19,2% para as mulheres e 12,3% para os homens. O dado do público feminino em Sergipe foi o 3ª maior do país e a 2ª maior no Nordeste. Na comparação por raça, a desocupação entre mulheres brancas (13%) é inferior à de mulheres pretas ou pardas (20,7%).

"Que os novos prefeitos e as novas prefeitas percebam que quando se efetiva políticas públicas e se institui equipamentos para suporte à mulher, não se está gastando dinheiro. Está investindo na saúde da família, no afeto positivo e, consequentemente na qualidade de vida daquele município", completou a advogada.

 

Veja outros dados sobre a mulher em Sergipe

 

 

  • Nenhuma deputada federal em 2018: Sergipe não teve nenhuma mulher eleita para o cargo no ano, entre as 8 cadeiras que estavam disponíveis. O estado é um dos três do país nessa condição (Maranhão, Amazonas e Sergipe). Em 2020, dos 805 vereadores eleitos, apenas 134 eram mulheres (16,6%), número que foi ligeiramente superior ao de 2016 (16,2%).
  • 12,4% do efetivo ativo policial é feminino: o número é relativo às polícias militares e civis. Apesar de ainda pequena, a proporção é maior do que a verificada em 2014 (10,3%).
  • 43,5% das chefias são de mulheres: apesar de ainda ser desigual, mulheres avançam nos cargos de gerência. Em 2019, 56,5% dos cargos gerenciais eram ocupados por homens e 43,5% pelas mulheres. Esses números representam um avanço em relação a 2012, início desta série histórica, quando 72,9% dos cargos eram ocupados por homens. O percentual obtido em Sergipe em 2019 é superior ao da região Nordeste (40,9%) e do Brasil (37,4%).
  • 48,8% dos docentes no ensino superior: no estado, há 1925 mulheres neste tipo de educação. O percentual é acima da média nacional (46,8%) e abaixo da média nordestina de 49,3%.
  • Vida mais longa: a expectativa de vida aos 60 anos em Sergipe é de 20,9 anos, sendo maior entre as mulheres (22,7 anos) e menor entre os homens (18,8 anos). Já a taxa de mortalidade em pessoas menores de 5 anos é menor entre mulheres (15,4 por mil), do que entre homens (18,3 por mil). A taxa de homicídios foi de 99,3 a cada 100 mil habitantes, em 2018, contra 3,4 para mulheres. Em relação aos homicídios cometidos no domicílio, a taxa de homicídios entre os homens foi de 19,3 a cada 100 mil, e entre as mulheres 1,9. Fora do domicílio, essa taxa foi de 7,9 para os homens e 1,5 para as mulheres.
  • Número de adolescentes casadas diminuiu: de acordo com as Estatísticas do Registro Civil para o ano de 2019 em Sergipe, 20 dos 7.260 casamentos envolveram cônjuges de até 17 anos do sexo masculino (0,3%), contra 157 (2,2%) do sexo feminino. Apesar disso, a incidência desse fenômeno entre mulheres com 17 anos de idade vem reduzindo desde 2011, quando foi registrado um total de 380 casamentos.
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